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Marketing auditivo na farmácia

Veja como você pode usar ações de Marketing Auditivo para sua farmácia vender mais!

15 de novembro de 2019
O sentido da audição é considerado pelos cientistas e pesquisados um dos mais importantes para os seres humanos. Isso está ligado diretamente com nossos hábitos de consumo, comprovado pelo Marketing Auditivo. O simples fato de ouvirmos nos dá uma vantagem evolutiva muito grande perante os demais animais. Podemos ouvir sons de ameaças e assim garantir...
Como transformar sua farmácia em uma máquina de vendas

O sentido da audição é considerado pelos cientistas e pesquisados um dos mais importantes para os seres humanos. Isso está ligado diretamente com nossos hábitos de consumo, comprovado pelo Marketing Auditivo. O simples fato de ouvirmos nos dá uma vantagem evolutiva muito grande perante os demais animais. Podemos ouvir sons de ameaças e assim garantir a sobrevivência e proteger as futuras gerações. Dessa forma, por se tratar de um instinto tão básico, entender o funcionamento do nosso cérebro sob a exposição dos mais variados sons, podemos com isso incentivar o consumo.

Essa característica de distinguir sons está conosco até hoje no nosso cérebro, e faz parte do nosso cotidiano atual. Acontece assim: ondas sonoras são capturadas do ambiente através do ouvido externo e levado até a membrana do tímpano, que vibra. Células capilares são responsáveis por converter essa vibração mecânica em sinais elétricos, sendo que 30 mil fibras nervosas são excitadas, transmitindo a informação para o córtex auditivo, que é parte do cérebro encarregada da percepção do som.

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Mas porque é de fato importante você saber disso?

Nosso cérebro é tão sensível as variações sonoras, que uma simples música que está sendo executada na sua farmácia, em uma frequência incômoda, pode ser interpretado pelo córtex auditivo como desconfortável, remetendo à ameaças.

Apesar de toda nossa volta apresentar uma evolução tecnológica significativa, nosso cérebro não acompanhou esse processo na mesma velocidade. Ainda temos muitos instintos básicos pré-programados, que só fazem sentido em ambientes selvagens, mas não mais em metrópoles e centros urbanos. Sabendo dessa condição, o Marketing Auditivo busca formas de estimular o cérebro ao consumo de produtos e serviços através de vibrações corretas. Vamos para um exemplo prático:

Os norte americanos realizaram uma pesquisa pioneira em alguns grupos de pessoas. Um grupo foi exposto a música ambiente dentro de um recinto de compras. O outro não teve qualquer estímulo auditivo. O resultado foi que o grupo submetido à música teve maior propensão de comprar por impulso e gastaram mais. Os cientistas concluíram que a música desperta vastas consequências no nosso cérebro. Ela pode resgatar lembranças, reforçar a atenção e interações sociais.

Com esse tipo de conhecimento em mãos, a franquia de fast food McDonald’s desenvolveu muito bem os conceitos do Marketing Auditivo. Você provavelmente se lembra do clássico jingle do Big Mac e ainda é capaz de cantar no ritmo certo: “Dois hambúrgueres, alface…” É incrível, não é mesmo? Músicas “chiclete” são só uma das ações possíveis de serem feitas utilizando o Marketing Auditivo. Ela é tão poderosa, pois cria um vínculo de lembrança na pessoa.

Um jingle bem feito é uma excelente ação de marketing auditivo!

Trazendo esse exemplo para a realidade da sua farmácia, pensar em compor um jingle que identifique sua marca é uma excelente opção. Mas sempre prefira que esse tipo de ação seja desenvolvida por profissionais bem qualificados. Não vai adiantar você mesmo criar um jingle que julgue adequado. Existem etapas para a criação de uma boa música de jingle que devem ser respeitadas, caso contrário, o efeito será o inverso. Pessoas sendo afastadas pelo jingle extremamente irritante.

Bem, como você pode notar, os sons são capazes de trazer sentimentos e pensamentos nas pessoas, fazendo com que elas ajam de diversas formas. Vale ressaltar, que na maioria das vezes, não temos consciência do impacto de um som no nosso comportamento. Isso porque grande parte das decisões são tomadas no subconsciente, uma forma que o corpo encontrou de poupar energia. Um clássico exemplo disso é a respiração. Você não tem que ficar pensando e dando ordem para seus pulmões fazerem o trabalho de respiração. Isso ocorre de forma inconsciente.

Essa mesma situação também pode ocorrer no consumo das pessoas. Elas podem tomar decisões inconscientes, estimuladas por algum fator externo, que fazem a decisão da compra ser imediata. Você provavelmente já comprou algum produto e depois se arrependeu? A decisão foi tomada inconscientemente, e você nem sabe o motivo que levou a fazer isso. Não é verdade?

Qual o tipo de música estimula os clientes a comprarem?

A música, quando bem trabalhada, é um bom fator externo que pode levar ao consumo. Já se sabe, através de estudos científicos, que a música é capaz de captar e manter nossa atenção. Acordes de uma música influencia o estado emocional de uma pessoa. Sendo mais específico, se você quer realmente resultados na sua farmácia, procure por músicas ambiente que tenham cerca de 72 bpm (batidas por minuto). Essa é a frequência de pulsações do coração humano. Músicas nessa frequência afetam diretamente o comportamento inconscientemente humano.

Uma boa escolha de música, pode aumentar suas vendas. Mas uma péssima música, muito alta, com ritmos descompassados ou acelerados, tem um efeito devastador. Então qual música escolher? O indicado é utilizar música clássica, músicas instrumentais. Não precisa ir tão longe, existem inúmeras regravações de músicas “da moda” no formato instrumental. Lembre-se que o ritmo deve ser de 72 pbm (batidas por minuto).

Música clássica traz melhores resultados!

Sim, você leu certo: música clássica (instrumental) tem melhores efeitos no consumo das pessoas. Para você ter uma ideia do poder desse tipo de música no cérebro, estudos descobriram que a música clássica é capaz de diminuir o vandalismo quando submetidos a pessoas violentas. Os cientistas explicam esse tipo de descoberta com nossa relação materna. As canções de ninar, quando ouvimos de nossas mães, ficam registradas em nosso cérebro, e são capazes de nos acalmar. Esse registro fica quase que permanente no cérebro.

Claro que isso está ligado diretamente com o público do estabelecimento. Por exemplo: em uma loja de artigos country, não faz o menor sentido deixar de fundo músicas clássicas. A temática do ambiente remete ao sertão, cavalos, criações, gado, fazenda, etc. Então, músicas sertanejas vão funcionar melhor, pois recriam essa atmosfera no ambiente, fazendo com que o cliente se sinta como se estivesse realmente na natureza. E isso estimula o consumo dos artigos da loja.

Os cientistas canadenses são enfáticos ao apontarem, através de pesquisas, que uma música carregada emocionalmente (aquela que causa arrepios quando ouvimos), pode até mesmo ativar os mesmos lugares no cérebro ligados à recompensas, semelhante ao efeito causado por drogas, como a cocaína.

Exemplos na prática:

Se você ainda não se convenceu, aqui vai mais uma amostra: o pesquisar e professor de psicologia Adrian North, fez uma pesquisa em um restaurante na Inglaterra. Em dias aleatórios, foi colocada música pop de ambiente. Em outros dias foi trocada a música para clássica. Surpreendentemente nos dias de música clássica houve um aumento de consumo em média de 2 libras por pessoa, em relação aos dias de música pop.

Indo mais além, Adrian North também conclui que o som altera as percepções de sabores. Músicas com tons mais “suaves” fizeram as pessoas avaliarem uma taça de vinho como “suave”. Porém quando submetidas à um som mais “intenso”, o sabor da mesma taça de vinho foi descrito como mais encorpada. Isso prova o quão nossas decisões são suscetíveis aos fatores externos, principalmente a audição.

Grandes redes de farmácia já sabem disso. Repare bem quando entrar em uma delas. Sempre haverá uma música de fundo, nem muito baixo, bem muito alto. Pode apostar que o ritmo será de 72 pbm, e será uma música clássica, somente com instrumentos, já que nesse tipo de ambiente esse estilo funciona melhor.

Qual o volume correto a música deve ficar?

Se você é daquelas pessoas que deixam o volume nas alturas, colocam pessoas gritando preços e promoções em uma caixa de som do lado de fora da farmácia. Sinto lhe informar, mas essa estratégia está ultrapassada. Você pode até ter um pouco de resultado, mas a longo prazo, isso só desgasta o seu cliente. Esse tipo de atitude provoca uma “confusãoauditiva nas pessoas. Em um espaço público, onde várias lojas estão “brigando” pela atenção das pessoas, estão na verdade afugentando-as. Pode acreditar, nosso cérebro procura ritmos harmônicos, isto é, foge de barulho. O barulho no nosso cérebro primitivo está relacionado com desconforto, perigo e medo.

Para você ter uma ideia do efeito causado pelo volume da música, lojas que preferem um público mais velho utilizam frequências extremamente agudas que somente o ouvido de pessoas mais jovem são capazes de detectar. Isso inconscientemente os afasta da loja, pois o cérebro fica incomodado com o som. O resultado? Somente o público mais velho é atraído para o estabelecimento. Através do som, o estabelecimento consegue segmentar o seu público.

Dicas valiosas para sua farmácia:

Aqui vai uma dica: segundo estudos de comportamento, normalmente as pessoas mais idosas preferem o período da manhã para consumo, já a tarde são as donas de casa o maior público, e durante a noite os consumidores que trabalham durante o dia são maioria nos estabelecimentos. No caso da sua farmácia, nada melhor do que uma pesquisa para ter certeza sobre o tipo de público por horário do dia. Esse tipo de informação é importante, pois os jovens têm preferência por músicas um pouco mais altas, em relação as pessoas mais velhas. Ao fazer esse ajuste de acordo com o público, você potencializa suas chances de vendas utilizando somente a música ambiente.

Uma outra dica importante: se você quer que as pessoas fiquem mais tempo na sua farmácia, diminua o ritmo da música abaixo dos 72pbm, e utilize melodias extremamente calmas. Isso é bom para manter a pessoa no recinto, explorando o ambiente e se decidindo por mais produtos. Agora se você trabalha com alta rotatividade, basta fazer o contrário, músicas agitadas vão estimular as pessoas passarem pouco tempo na farmácia.

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Por isso, uma estratégia de Marketing Auditivo bem pensada, focada no comportamento dos clientes, traz bons resultados de vendas para a farmácia. Se você quer elevar o patamar do seu negócio, é hora de elevar seu nível de estratégias e considerar fatores que vão muito mais além do que você até então compreende.

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Lucas Sabadini

Analista de Conteúdo em INOVAFARMA
Sou apaixonado por trabalhar na criação de conteúdo e marketing para uma das melhores empresas de tecnologia do país! Quer saber por que nossos clientes estão tão satisfeitos? Sinta-se livre para me contatar.
Lucas Sabadini
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