9 dúvidas respondidas sobre Serviços Farmacêuticos

Os serviços farmacêuticos em farmácias e drogarias tem cada vez tido mais aderência pela população, que busca nesse tipo de serviço acesso à saúde. Sob esse ponto, o serviço farmacêutico já um fator de diferenciação entre os estabelecimentos de saúde, que além de cumprir um importante papel social, também é uma ótima alternativa para aumentar o ticket-médio.

Mas para começar a oferecer serviços farmacêuticos é preciso conhecer as normas e regulamentações dos órgãos fiscalizadores e sanitários. Nesse artigo respondemos as 9 principais dúvidas sobre os serviços farmacêuticos em farmácias e drogarias para você começar aproveitar essa crescente demanda. Confira!

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1. O que são serviços farmacêuticos?

São todos os serviços de saúde relacionadas com o tratamento, diagnóstico e prevenção de doenças, que tem por objetivo promover a proteção e recuperação do paciente, melhorar a qualidade de vida e promover a manutenção da saúde.

2. Qual o profissional pode prestar serviços farmacêuticos?

Conforme consta na Resolução do Conselho Federal de Farmácia nº 357/01, somente o farmacêutico está devidamente autorizado a prestar os serviços farmacêuticos. A única exceção está na aplicação de injetáveis, que pode ser realizada por outro profissional com autorização expressa do farmacêutico responsável técnico do estabelecimento. Todos os outros demais serviços só podem ser prestados pelo farmacêutico.

3. Quais os serviços farmacêuticos que podem ser oferecidos nas farmácias e drogarias?

Na RDC 44/09 está estabelecido que as farmácias e drogarias podem prestar os seguintes serviços farmacêuticos:

  • perfuração de lóbulo auricular para colocação de brincos;
  • atenção farmacêutica domiciliar;
  • aferição de temperatura corporal;
  • aferição da pressão arterial;
  • aferição da glicemia capilar; e
  • administração de medicamentos (injetáveis e por via inalatória).

A farmácia também pode oferecer:

  • consultas clínicas (atenção farmacêutico em local reservado);
  • orientação ou realização de exames laboratoriais;
  • aferição de glicemia e pressão;
  • aplicação de vacinas;
  • acompanhamento farmacoterapêutico;
  • programas de controle de peso e obesidade;
  • informações sobre reações adversas a medicamentos;
  • curativos simples;
  • programas de cessação tabágica; e
  • auxílio nutricional (educação alimentar).

Logo após a prestação do serviço, o farmacêutico deve entregar ao paciente a Declaração de Serviço Farmacêutico (DSF).

4. O que é Declaração de Serviços Farmacêuticos (DSF)?

A Declaração de Serviço Farmacêutico (DSF) trata-se de uma exigência da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) conforme consta na RDC 44/09 que estabelece as regras e diretrizes que os estabelecimentos farmacêuticos devem seguir.

Em resumo, a Declaração de Serviço Farmacêutico é um documento que consta os dados do paciente e da farmácia, comprovando todos os procedimentos e orientações realizadas pelo responsável técnico durante a prestação do serviço farmacêutico.

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5. O que uma Declaração de Serviços Farmacêuticos deve ter?

Existem diversos modelos que podem ser seguidos numa Declaração de Serviço Farmacêutico, mas basicamente esse documento trás as seguintes informações:

  • Nome completo do paciente;
  • Contato do paciente (telefone, endereço);
  • Informações do paciente (idade, sexo, peso e altura);
  • Identificação da farmácia (razão social, CNPJ, endereço e telefone);
  • Data do atendimento prestado;
  • Histórico clínico (condições de saúde e fatores de risco do paciente);
  • Parâmetros clínicos do paciente (aferição de pressão arterial, frequência cardíaca, glicemia capilar, índice de massa corporal);
  • Medicamentos em uso para hipertensão e risco cardiovascular global;
  • Orientações e observações do farmacêutico responsável;
  • Assinatura e CRF do farmacêutico que prestou o atendimento.

6. Para que serve a Declaração de Serviços Farmacêuticos (DSF)?

Esse documento comprova que o farmacêutico prestou o serviço farmacêutico para o paciente, além de conter o histórico da pessoa, dados da farmácia e conclusões sobre o atendimento realizado.    

7. Serviços Farmacêuticos é o mesmo que Consulta Médica?

Não. Os serviços farmacêuticos tem o objetivo de oferecer um acompanhamento e monitoramento para o paciente que esteja em tratamento medicamentoso.

Já a consulta médica tem o objetivo de oferecer um diagnóstico preciso sobre a saúde do paciente. Os serviços farmacêuticos não substituem em hipótese alguma a consulta médica.

8. Qual o preço a farmácia pode cobrar pelos serviços farmacêuticos?

A precificação dos serviços farmacêuticos podem variar conforme as regiões do país, mas segundo uma pesquisa realizada pelo ICTQ (Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade), as pessoas estão dispostas a desembolsarem valores entre R$ 11,00 até R$ 37,00 para terem acesso algum desses serviços nas farmácias e drogarias.

Ainda conforme a pesquisa, os serviços mais simples, como curativos para pequenos machucados e aferição de pressão e glicemia, a população está disposta a desembolsar cerca de R$ 11,00 até R$ 14,00. Porém em alguns estabelecimentos esses serviços costumam ser oferecidos gratuitamente, ou após uma compra de algum produto.

A pesquisa ainda revelou que quando os serviços farmacêuticos são mais complexos, as pessoas também estão dispostas a pagarem um pouco mais, como por exemplo em acompanhamento farmacoterapêutico (orientação sobre uso correto dos medicamentos) e consultas clínicas, elas pagariam entre R$ 32,00 a R$ 37,00 em média.

9. Qual o serviço farmacêutico mais procurado pelas pessoas?

O ICTQ ainda buscou saber qual o serviço farmacêutico que as pessoas mais perguntam nas farmácias e drogarias, e o resultado foi que 30% dos consumidores buscam por serviços de aferição (glicemia e pressão), com intuito de monitoramento e prevenção. Portanto esse é um serviço farmacêutico indispensável para ter no seu estabelecimento.  

Conclusão

Os serviços farmacêuticos em farmácias e drogarias pode beneficiar a população mais carente, que não possuem condições financeiras de consultar médicos particulares ou mesmo condições de mobilidade e deslocamento.

Ainda segundo pesquisas existe uma demanda tímida que vêm crescendo, disposta a desembolsar algum valor razoável para ter em troca serviços farmacêuticos à disposição. Nesse sentido a farmácia precisa analisar se é viável ou não oferecer esse novo modelo de negócio, de acordo com a realidade da região.

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