Síndrome de Burnout: Como você trata a saúde mental dos seus colaboradores na pandemia do Coronavirus?

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Você já teve um colaborador que se sentiu tão estressado na farmácia ao ponto de não conseguir se quer fazer um simples atendimento ao cliente? Chegou uma hora que a pessoa estava fisicamente e mentalmente incapaz de fazer o seu trabalho?

A situação atual da pandemia do Coronavírus está sendo o catalisador da síndrome de Burnout se manifestando! Se você não identifica e valoriza a saúde mental das pessoas que trabalham no seu negócio, saiba que isso pode estar impedindo o crescimento da sua lucratividade!

Isso mesmo! Seres humanos quando não estão resolvidos mentalmente são incapazes de desempenharem tarefas adequadamente pois suas mentes estarão bloqueadas por pensamentos negativos, estressadas e esgotadas.

Continue a leitura e saiba como identificar se os colaboradores da farmácia estão desenvolvendo a Síndrome de Burnout e como você, dono ou gestor de farmácia, deve atuar. Confira!

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Por que devo me preocupar com a saúde mental dos colaboradores?

Quero começar propondo uma reflexão. Responda de forma sincera: Você se preocupa com a saúde mental dos colaboradores da sua farmácia? Creio que ainda não tenha dado a devida importância para esse aspecto. Infelizmente isso é muito comum em qualquer lugar.

Muitos gestores só querem enxergar os resultados, independentemente de como serão alcançados pelos colaboradores. Mas pense comigo: quem vende os produtos da sua farmácia? Quem faz os cotações e compras? Quem precifica os produtos, etiqueta, estoca, faz a entrega? Quem administrada, que é o responsável pela venda de controlados? Todos são PESSOAS!

Se as pessoas que trabalham no seu negócio não estão bem consigo mesmas, elas não podem dar o seu melhor. A saúde mental dos colaboradores está diretamente ligada com a lucratividade da sua farmácia! Simples assim!

Se você proporciona condições físicas e emocionais adequadas, com uma boa gestão seu negócio se torna lucrativo. Por isso é imprescindível que você detecte se sua atual gestão está causando problemas emocionais nos colaboradores, como a síndrome de Burnout.

Seu colaborador pode estar com Burnout!

Muita gente pensa que o Burnout é exclusivamente causado pelo excesso de trabalho. Um grande equívoco! O Burnout acontece quando a pessoa é submetida diariamente a altas cargas de estresse. O indivíduo tem tanta obrigação que excede sua capacidade de lidar com isso.

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A quantidade de trabalho aumentou proporcionalmente à medida que o Coronavírus se espalhou pelo país. Os estabelecimentos farmacêuticos, postos de saúde e hospitais estão tendo uma carga de exigência demasiada nesse período.

Todos nós temos nossas limitações, porém quando não sabemos qual é o limite ou não aprendemos a dizer não, surgem complicações emocionais, pois nosso corpo não está habituado ou preparado para essa dose de estresse.

Conceitualmente a síndrome de Burnout já é estudada alguns anos, desde a primeira vez em 1969, sendo detectada em policiais norte-americanos que apresentavam comportamentos atípicos, após alguns anos de serviço. Um pouco mais tarde nos anos 1986 os psicólogos definiram o Burnout como um cansaço mental que ocorre principalmente em profissionais que atuam diariamente com clientes e usuários.

Essa síndrome, se não tratada, continua progredindo na pessoa ao ponto da exaustão mental, onde a pessoa perde completamente a motivação por fazer qualquer coisa na sua vida.

Fases da Síndrome de Burnout

Basicamente o Burnout possui duas fases. Na primeira o colaborador vai fazer um esforço muito além do que ele mesmo consegue, ultrapassando seus limites pessoais e profissionais para atingir as metas que lhe foram impostas. A medida que a pessoa não consegue atingir essas metas, ela irá cada vez mais aumentar seu esforço físico e mental para conseguir.

Já na segunda fase, o colaborador não atinge as metas e isso faz com que ele entre em estado de apatia, decadência e elevado grau de frustração. O mal-estar passa ser uma constante no seu dia a dia.

O que é curioso dessa síndrome é que em algum momento, por algum fator externo, a pessoa tem um lapso de esperança de conseguir atingir as metas que não havia conseguido, voltando para a primeira fase.

Esse círculo sem fim começa a consumir todo o tempo da pessoa, ela imagina que não consegue atingir as metas pois não se dedicou o suficiente, o que não é verdade. Chega um ponto que a pessoa não faz outra atividade sem que haja relação com seu objetivo principal.

Quando esse contexto não é identificado pelo gestor, o mesmo julga normal colocar mais pressão, responsabilidades e cobranças sobre o colaborador, potencializando ainda mais a probabilidade da pessoa atingir o Burnout.

O que causa Burnout?

As pessoas que são diagnosticadas com Burnout foram submetidas por longos períodos de tempo (meses e anos) a fatores estressantes quase que diários, que potencializaram o aparecimento dessa síndrome. Esses fatores são:

  • Contato com pessoas problemáticas (que só falam de problemas exageradamente);
  • Exposição excessiva com reclamações, críticas e queixa de clientes, gestores ou colegas de trabalho;
  • Muitas responsabilidades além do que a pessoa suporta;
  • Tem que lidar com decisões complexas diariamente;
  • Trabalhos muito monótonos (geralmente manuais);
  • Trabalhos muito exigentes (muito complexo para ser executado);
  • Condições do ambiente inadequadas (ruídos, pouco espaço, falta de ventilação, etc).

Como identificar se o colaborador da farmácia sofre de Burnout

Não é muito simples fazer um diagnóstico, mas algumas características podem dar uma ideia se o colaborador pode estar desenvolvendo a síndrome de Burnout. Repare diariamente em alguns aspectos de todos os colaboradores da farmácia:

Humor:

Existe algum colaborador da farmácia que de algum tempo para cá sempre está fechado, evita conversas, sempre anda mal-humorado? Está aborrecido com a vida, trata os clientes com intolerância?

Isolamento:

Algum colaborador ultimamente está se recusando a trabalhar em grupo, evitando pessoas, está se isolando cada vez mais?

Decepção:

Na conversa com seus colaboradores, você notou que alguns estão decepcionados aparentemente sem motivo com seu trabalho, não se sentem valorizados e estão insatisfeitos?

Egocêntrico:

Reparou se na farmácia alguém anda exagerando somente no seu trabalho, querendo atingir rapidamente suas metas individuais? Essa pessoa está tomando atitudes que estão prejudicando as demais?

Insensibilidade:

Algum colaborador está tratando as pessoas como se fossem “objetos”? Está sendo rude com duras críticas (por mais que esteja com a razão)? Estão falando muito sobre problemas?

Medo:

Tem algum colaborador que apresenta muito medo de ouvir qualquer coisa ruim? Foge de problemas, nem se quer consegue ouvir sobre a doença que o cliente está passando?

Claro que somente com profissionais qualificados (psiquiatra e o psicólogo) é possível diagnosticar adequadamente a pessoa. Porém se você identificou alguns desse pontos em qualquer colaborador da sua farmácia, cabe uma conversa e direcionamento para o médico.

Se o burnout não for tratado a pessoa corre o risco de desenvolver fadiga crônica, vícios em drogas, com por exemplo o alcoolismo, além de desencadear outras complicações de saúde.

A cura do burnout é feita através de psicoterapia, envolvendo também medicamentos antidepressivos. Geralmente com 90 dias após o início do tratamento a pessoacomeça a ter melhoras notáveis, mas isso pode variar conforme o grau da doença.

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Conclusão

Em meio a tanta competição por resultados na farmácia os gestores acabam se esquecendo justamente que pessoas não são números. Elas precisam ser respaldadas tanto física quando emocionalmente para poderem performar da melhor forma possível dentro de suas capacidades e limitações.

Nesse momento inesperado de pandemia do novo Coronavírus é inevitável que o psicológico de algumas pessoas seja mais facilmente afetado pelas notícias, mortes, medidas de segurança, isolamento; então cabe a compreensão dos gestores que devem atuar respaldando seus colaboradores, oferecendo assistência para que não desenvolvam a Síndrome de Burnout.

Além disso o colaborador da farmácia pode estar realizando trabalhos manuais desnecessários, o que também contribuiu para sua insatisfação e desenvolvimento da doença de Burnout. E nisso podemos te ajudar!

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