Vendas online já não são mais um “extra” para o varejo farmacêutico: hoje, vendas online são um dos motores de crescimento mais consistentes para farmácias que querem aumentar faturamento, ticket médio e alcance sem depender apenas do balcão físico.
Segundo o relatório NuvemCommerce 2026, produzido pela Nuvemshop, a plataforma movimentou sozinha mais de R$ 6,5 bilhões em vendas online em 2025, dentro de um e‑commerce brasileiro que deve faturar R$ 235 bilhões no ano, no oitavo ano consecutivo de crescimento.
Isso mostra que vendas online deixaram de ser tendência para virar rotina, e o varejo farmacêutico precisa entrar nesse jogo.
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Nesse artigo, resumimos o relatório oficial da Nuvemshop, na sua 11ª edição, que traz dados consolidados de mais de 1.500 lojistas da plataforma na América Latina, para dados que interessam o dono de farmácia.
Para quem é dono de farmácia, esse relatório de vendas online mostra:
- Como o e‑commerce brasileiro atingiu projeção de R$ 235 bilhões em 2025, com 94 milhões de consumidores ativos, 435 milhões de pedidos e ticket médio geral de R$ 539.
- Aponta os segmentos que mais crescem, os canais de vendas online mais usados, os meios de pagamento preferidos e as promoções que realmente convertem.
Ou seja: mesmo não sendo um relatório exclusivo de farmácias, ele mostra o caminho que o consumidor já segue nas compras digitais, e o que sua farmácia pode aproveitar com uma estratégia de vendas online bem montada.
O que você quer ler primeiro?
Segmentos que mais faturaram no e‑commerce em 2025
O NuvemCommerce mostra que algumas categorias puxam o faturamento das vendas online e ajudam a entender onde está o dinheiro do consumidor.
Na Nuvemshop, os segmentos que mais faturaram em 2025 foram:
- Moda: R$ 2,9 bilhões (+35% vs. 2024)
- Saúde e Beleza: R$ 791 milhões (+44% vs. 2024)
- Casa e Decoração: R$ 441 milhões (+37% vs. 2024)
- Acessórios: R$ 426 milhões (+26% vs. 2024)
- Joias e semijoias: R$ 308 milhões (+48% vs. 2024)
- Alimentos e bebidas: R$ 261 milhões (+58% vs. 2024)
- Artesanato: R$ 133 milhões (+18% vs. 2024)

Note que Saúde e Beleza aparece já entre os líderes de faturamento em vendas online, com crescimento superior ao da própria Moda.
Isso é um recado direto para o varejo farmacêutico: o consumidor já está acostumado a comprar produtos de beleza, autocuidado e saúde pela internet, muitas vezes em e‑commerces especializados e marketplaces, se sua farmácia não participa, ela perde espaço para outros setores.
Para transformar isso em ação na farmácia:
- Use vendas online para reforçar categorias em que o cliente já compra digitalmente: dermocosméticos, skincare, maquiagem, vitaminas, itens de higiene e bem‑estar
- Pense na farmácia como uma “loja de saúde e beleza” ampla, não só um balcão de remédio
O que é D2C e quais são os principais canais complementares à loja virtual
D2C (Direct to Consumer, ou venda direta ao consumidor) é o modelo em que a marca vende diretamente para o cliente final, sem intermediários como marketplaces e distribuidores.
No contexto de vendas online, isso significa ter sua própria loja virtual e controlar a experiência do cliente, os dados, a comunicação e a margem.
Segundo o NuvemCommerce, o D2C ganhou força em 2025 porque:
- Permite que a marca controle preços, relacionamento e dados do cliente
- Reduz dependência dos marketplaces, que podem mudar taxas e regras a qualquer momento
- Aumenta a fidelização, já que o consumidor se relaciona diretamente com a marca
Mas D2C não significa vender só na loja virtual. As marcas mais maduras combinam loja própria com canais complementares de vendas online.
Os principais canais D2C complementares à loja virtual são:
- WhatsApp: usado por 73% dos lojistas como canal complementar de vendas online, com taxas de conversão até seis vezes maiores que o e‑commerce tradicional, segundo o Chat Commerce Report 2025
- Instagram Shopping: usado por 52%, integrando catálogo com posts e Reels
- Marketplaces: usados por 34%, como “shopping center digital” para captar novos clientes
- Loja do Facebook: ainda relevante para parte dos lojistas
- TikTok: já adotado por 24% como canal de descoberta e venda

Além disso, apenas 13% dos lojistas dependem exclusivamente da loja virtual; a maioria já trabalha de forma omnicanal, combinando vários canais de vendas online.
Para uma farmácia:
Loja virtual própria + WhatsApp são a base de um D2C forte em vendas online (ex.: cliente vê produto no site e tira dúvidas ou fecha pedido pelo WhatsApp).
Marketplaces e aplicativos de delivery (no caso de farmácia, equivalentes a “marketplaces de conveniência”) podem servir para captar novos clientes e depois trazê‑los para a sua base própria.
Redes sociais (Instagram, TikTok) funcionam como vitrine para dermocosméticos, maquiagem, itens de bem‑estar, direcionando para o e‑commerce ou para o atendimento por WhatsApp.
Principais meios de pagamento em vendas online
No cenário das vendas online, o meio de pagamento é decisivo para conversão. O NuvemCommerce mostra que, em 2025, o Pix superou o cartão de crédito como principal forma de pagamento nas lojas da Nuvemshop:
- Pix: 49% das transações do e‑commerce
- Cartão de crédito: 45% das transações
- Boleto bancário: menos de 1% de participação, caminhando para a obsolescência

O crescimento do Pix nas vendas online se deve à:
- Agilidade: confirmação instantânea do pagamento
- Processo simples, especialmente no celular
- Possibilidade de desconto no Pix, o que muitas lojas usam como promoção
O cartão de crédito segue importante, especialmente pela cultura de parcelamento e pelos programas de fidelidade.
Para farmácias, isso é ainda mais relevante, porque muitos tickets são médios/altos (dermocosméticos, suplementação, kits de higiene).
Como aplicar isso na sua farmácia:
- Nas vendas online, ofereça Pix e cartão de crédito sempre, com destaque para desconto à vista no Pix (por exemplo, 5% de desconto)
- Use checkout integrado e simples, para que o cliente não precise “pular” de tela em tela (isso reduz abandono de carrinho).
- Considere incluir carteiras digitais e Pix parcelado no médio prazo, pois aparecem como recursos desejados pelos lojistas para 2026
Ticket médio de vendas online em Saúde e Beleza
O NuvemCommerce revela que o ticket médio geral das vendas online foi de R$ 262, com crescimento de 6% em relação a 2024.
Quando se olha por segmento, Saúde e Beleza aparece com um ticket médio de R$ 223 em 2025.
Isso significa que:
- Cada pedido médio em uma loja online de Saúde e Beleza gira em torno de R$ 223
- É um valor coerente com compras de dermocosméticos, rotina de skincare, kits de shampoo e condicionador, suplementos e itens de uso contínuo.
Para uma farmácia que entra em vendas online, o ticket médio de R$ 223 é uma referência prática:
- Se você tiver 1.000 pedidos no ano em Saúde e Beleza no seu e‑commerce com ticket médio próximo a R$ 223, isso representa cerca de R$ 223 mil em faturamento nessa categoria
- Com 5.000 pedidos no ano, falamos de algo em torno de R$ 1,1 milhão só em vendas online de Saúde e Beleza
Na rotina da loja, aumentar ticket médio em vendas online pode ser feito com:
- Combos (shampoo + condicionador + máscara)
- Kits de autocuidado (protetor solar + hidratante + água micelar)
- Upsell no checkout (adicionar um item complementar com desconto)
Promoções que mais impulsionam vendas online
O relatório detalha quais promoções foram mais usadas e eficazes para impulsionar vendas online em 2025.
As táticas mais adotadas pelos lojistas foram:
- Cupons de desconto: usados por 62% dos empreendedores
- Frete grátis: 58%
- Desconto à vista no Pix: 52%
- Parcelamento sem juros no cartão: 43%
- Ofertas‑relâmpago: 29%
- Brindes a partir de um valor mínimo: 28%
- Desconto progressivo (“compre mais, pague menos”): 27%
- Kits e combos de produtos: 19%
- Venda online com retirada na loja (multicanal): 19%
- Cashback: 5%
- Giftback: 2% (ainda pouco explorados)
Para o varejo farmacêutico, essas promoções de vendas online podem ser adaptadas de forma simples:
- Cupom de primeira compra no e‑commerce da farmácia (ex.: “BEMVINDO10” aplicável apenas em vendas online)
- Frete grátis acima de um valor mínimo (ex.: R$ 149 em dermocosméticos) para aumentar ticket médio
- Desconto extra no Pix para produtos de margem melhor (skincare, maquiagem, suplementos)
- Kits e combos de autocuidado (kit cabelos, kit higiene íntima, kit bebê)
- “Compre mais, pague menos” para itens de alta recompra (vitaminas, fraldas, produtos de higiene)
- Retirada na loja, unindo vendas online com fluxo físico (cliente compra no site e retira rápido no balcão)
Essas ações tornam as vendas online da farmácia competitivas frente a marketplaces e outros players digitais, sem sacrificar toda a margem.
Saúde e Beleza: terceiro maior mercado em destaque nas vendas online
Na parte de segmentos em destaque, o NuvemCommerce mostra que Saúde e Beleza foi um dos grandes protagonistas do e‑commerce em 2025.
Alguns pontos importantes:
Saúde e Beleza teve faturamento de R$ 791 milhões na Nuvemshop em 2025, com crescimento de 44% vs. 2024, uma expansão mais forte que a de Moda (+35%).
O relatório destaca que o Brasil se tornou o 3º maior mercado de cosméticos do mundo, segundo o Euromonitor International, com expectativa de crescimento de 8% ao ano até 2030, puxado por tendências como cosméticos veganos, cruelty‑free, marcas acessíveis e beleza masculina.
Na divisão de segmentos, Saúde e Beleza aparece logo atrás de Moda, mostrando grande maturidade digital e forte potencial de vendas online.
Para uma farmácia, esse recorte é decisivo:
- A loja já é, naturalmente, um ponto de venda de Saúde e Beleza (dermocosméticos, higiene, perfumaria, produtos de autocuidado)
- O consumidor já compra esse tipo de produto em e‑commerces e marketplaces. Se a sua farmácia não tiver uma estratégia de vendas online forte, vai perder participação para players especializados de beleza
Estratégias práticas para que a farmácia aproveite o fato de Saúde e Beleza ser o 3º maior mercado nas vendas online:
- Criar categorias e vitrines específicas no e‑commerce para dermocosméticos, skincare, solar, cabelos e maquiagem
- Produzir conteúdos simples (fotos, vídeos curtos) mostrando uso dos produtos e resultados, e puxar isso para Instagram, TikTok e WhatsApp
- Usar programas de recorrência ou lembretes para produtos de uso contínuo (protetor solar, multivitamínico, suplementos)
Conclusão: vendas online já são realidade para farmácias
O NuvemCommerce deixa claro que o e‑commerce brasileiro vive um momento de maturidade: oitavo ano seguido de crescimento, projeção de R$ 235 bilhões em 2025, 94 milhões de consumidores ativos e 435 milhões de pedidos.
Dentro disso, Saúde e Beleza aparece como um dos segmentos que mais crescem e mais faturam, com ticket médio saudável e forte presença em múltiplos canais de vendas online.
Para o dono de farmácia, a mensagem é direta:
- Vendas online não competem com o balcão; elas ampliam seu alcance e sua base de clientes
- Ficar de fora do e‑commerce significa deixar que outros players capturem a demanda digital por produtos de Saúde e Beleza, muitos deles exatamente os itens que você já vende na loja física
- Entrar em vendas online com planejamento, mix adequado e boas integrações torna a farmácia mais resiliente, menos dependente do fluxo da rua e mais preparada para o futuro
Para transformar esse potencial em realidade, a farmácia precisa de tecnologia que conecte estoque, preços, pedidos e atendimento entre loja física e vendas online. É aí que entra o InovaFarma.
Com o InovaFarma, você pode:
- Integrar o sistema da loja física com plataformas de e‑commerce e marketplaces, mantendo estoque e preços sincronizados nas vendas online.
- Gerenciar pedidos online junto com as vendas de balcão, evitando erros de estoque e retrabalho.
- Controlar promoções, cupons e condições especiais de pagamento voltadas para vendas online.
- Usar relatórios para enxergar quais categorias e produtos de Saúde e Beleza mais performam nas vendas online e ajustar seu mix.
Se você quer que sua farmácia aproveite de verdade o potencial das vendas online, vale conhecer na prática as soluções e integrações do InovaFarma para e‑commerce e canais digitais.
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