A precificação correta começa com a escolha do markup de vendas, sendo um dos pilares para manter a farmácia competitiva, saudável financeiramente e preparada para crescer.
Muitos gestores ainda cometem o erro de definir preços de forma intuitiva, apenas comparando com os concorrentes ou acrescentando “um valor a mais” sobre o custo do produto.
Essa prática, além de perigosa, pode corroer a lucratividade do negócio.
É aqui que entra o markup de vendas, uma metodologia simples e prática que ajuda a farmácia a calcular o preço de forma estratégica, cobrindo custos e garantindo margem de lucro.
Neste artigo, vamos explicar de maneira clara o que é markup de vendas, como aplicá-lo na farmácia e quais os cuidados para utilizá-lo corretamente.
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O que você quer ler primeiro?
O que é Markup de Vendas
O termo markup vem do inglês e significa “acréscimo” ou “margem adicionada”. Na prática, é um índice multiplicador usado para formar o preço de venda de um produto a partir do seu custo.
Por exemplo:
Imagine que sua farmácia comprou uma caixa de medicamentos por R$ 50,00.
Se você aplicar um markup de 2 (ou 200%) o produto será vendido por R$ 100,00.
Esse cálculo garante que o preço final cubra não apenas o custo do produto, mas também outras despesas, além de gerar lucro para a farmácia.
- Custo de compra: R$ 50,00
- Markup de Vendas desejado: 2,0
- Preço de venda: R$ 100,00
O conceito é simples, mas poderoso, pois traz clareza ao gestor farmacêutico e evita decisões baseadas em “achismo” ao precificar os produtos.
Como o Markup de Vendas ajuda a farmácia a lucrar
No dia a dia, a farmácia não lida apenas com medicamentos. Além dos genéricos e similares, há dermocosméticos, produtos de higiene, itens de conveniência e uma infinidade de categorias que não possuem PMC (Preço Máximo ao Consumidor).
Cada um deles tem margens diferentes e exige uma precificação adequada. Usar o markup de vendas garante que o gestor cubra:
- Custo de aquisição do produto: o valor pago ao distribuidor;
- Despesas fixas da farmácia: salários, aluguel, energia, taxas;
- Impostos: que variam conforme regime de tributação e categoria de produto;
- Lucro desejado: a remuneração pelo risco e investimento do negócio.
Sem esse cálculo, a farmácia pode acabar vendendo abaixo do custo real, comprometendo a saúde financeira.
Por isso, o markup é considerado um dos métodos mais eficientes para garantir lucratividade sustentável.
Diferença de Margem de Lucro para Markup
Muitos confundem margem de lucro com markup, mas os dois conceitos são diferentes:
- Margem de Lucro: é o percentual do lucro sobre o preço de venda.
- Markup: é o índice usado para transformar o custo em preço de venda.
Vamos a um exemplo prático:
- Custo de compra: R$ 50,00
- Preço de venda: R$ 100,00
Nesse caso, o lucro bruto é de R$ 50,00.
A margem de lucro é 50% (R$ 50,00 de lucro ÷ R$ 100,00 do preço de venda).
O markup aplicado foi 2,0 (R$ 100,00 ÷ R$ 50,00).
Ou seja: o markup serve como ferramenta para chegar ao preço final, enquanto a margem é o indicador do resultado obtido após a venda.
Uma analogia simples: se a farmácia fosse uma receita de bolo, o markup seria o modo de preparo, enquanto a margem de lucro seria o bolo pronto na mesa.
Qual o markup de vendas ideal para minha farmácia?
Não existe um valor único de markup de vendas que sirva para todas as farmácias. O índice depende de fatores como:
- Estrutura de custos da farmácia;
- Categoria do produto (medicamentos, perfumaria, dermocosméticos, conveniência etc.);
- Regime tributário (Simples Nacional, Lucro Presumido, Lucro Real);
- Posição da farmácia no mercado (bairro, rede, região, concorrência direta).
Por exemplo:
Medicamentos controlados e genéricos tendem a ter um markup menor, devido à alta concorrência.
Dermocosméticos e itens de conveniência permitem aplicar um markup maior, pois têm maior valor agregado e menos comparação direta de preços.
Farmácias independentes geralmente trabalham com markup médio entre 2,5 e 3,5; mas esse número deve ser ajustado à realidade de cada negócio.
Como precificar os produtos usando markup
Na prática, calcular o markup de vendas pode ser simples se a farmácia tiver organização e ferramentas adequadas.
A fórmula básica é:
Preço de venda = Custo do produto x Markup
Mas para chegar ao markup correto, é preciso incluir no cálculo:
- Percentual de despesas fixas;
- Percentual de tributos;
- Margem de lucro desejada.
Exemplo:
- Custo de compra de um medicamento: R$ 20,00
- Despesas fixas: 10%
- Tributos: 12%
- Lucro desejado: 20%
Fórmula do Markup de Vendas:
Markup = 1 ÷ \ [1 – (Despesas + Tributos + Lucro)]
Markup = 1 ÷ \ [1 – (0,10 + 0,12 + 0,20)]
Markup = 1 ÷ \ [1 – 0,42]
Markup = 1 ÷ 0,58 = 1,72
Preço de venda = 20 x 1,72 = R$ 34,40
Portanto, nesse exemplo, R$ 34,40 é o valor mínimo que a farmácia deveria praticar para cobrir todos os custos e ainda obter o lucro esperado.
Aqui entra o papel da tecnologia. Com o InovaFarma, o gestor não fazer nenhuma conta de forma manual.
O sistema possui um módulo de precificação inteligente, que já considera custos, tributos e margens, facilitando a definição de preços estratégicos e evitando erros que podem comprometer a lucratividade.
Para usar o Markup de Vendas no InovaFarma basta acessar a função Gerenciar Produtos e clicar em Precificação de Produtos.
Depois clique em Filtrar, escolher os produtos ou grupos que vão ser precificados. Depois, selecionar os produtos e clicar no botão Precificar.
Na tela que será exibida, selecionar “Ajustar Preço de Venda”. Então o gestor digite o valor do Markup de Vendas que deseja aplicar nos produtos e por fim clica em Confirmar.

Pronto! Os produtos serão precificados automaticamente conforme o Markup definido.
Conclusão sobre Markup
O markup de vendas é mais do que uma fórmula matemática: é uma estratégia de gestão que garante que a farmácia cobre custos, seja competitiva e ainda alcance a rentabilidade desejada.
Sem ele, precificar produtos vira um “jogo de adivinhação”, arriscando a saúde financeira do negócio. Farmácias que utilizam o markup de forma consciente conseguem:
- Evitar prejuízos por preços mal calculados;
- Definir margens adequadas para cada categoria de produto;
- Reforçar a competitividade diante da concorrência;
- Garantir previsibilidade financeira e sustentabilidade no longo prazo.
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