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E-commerce

Saiba se é possível aumentar o faturamento da sua farmácia com vendas na internet pelo e-commerce

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9 de agosto de 2019
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A internet está mudando rapidamente o hábito de consumo das pessoas, e nas farmácias isso já está sendo percebido. A comodidade de receber medicamento em casa era possível apenas com as vendas por telefone, quando a farmácia oferecia o serviço de entrega a distância. Bem, isso até pouco tempo atrás não tinha “concorrência”, mas agora...

A internet está mudando rapidamente o hábito de consumo das pessoas, e nas farmácias isso já está sendo percebido. A comodidade de receber medicamento em casa era possível apenas com as vendas por telefone, quando a farmácia oferecia o serviço de entrega a distância. Bem, isso até pouco tempo atrás não tinha “concorrência”, mas agora está sendo substituído pelos sites de e-commerce.

A farmácia tem que marcar presença no e-commerce se não quiser perder espaço

Não há como negar que a internet facilita muito as compras, inclusive de medicamentos. Em uma tela de computador ou qualquer Smartphone a pessoa pesquisa os sintomas que está sentindo, e na outra já faz o pedido em poucos cliques. Isso até vêm causando calorosas discussões sobre o riscos da automedicação, onde pessoas se baseiam apenas nos resultados das buscas e ignoram a consulta ao médico.

E não para por ai! Essa nova forma de comprar vai muito além de pesquisar preços e isso impacta diretamente na presença online da sua farmácia. Afinal, você mesmo caro leitor, já deve ter pesquisado a reputação de uma empresa na internet antes de comprar na loja física, ou estou enganado? Aproveitando essa onda que veio para ficar, as farmácias que já enxergaram o futuro estão começando seus primeiros investimentos na implementação do e-commerce farmacêutico.

Em 2018 somente o e-commerce de duas redes de farmácia faturaram mais de 500 milhões

Considerando só o ano de 2018, duas redes de farmácia figuraram entre as “50 Maiores Empresas do E-Commerce Brasileiro” – segundo ranking da SBVC (Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo). A Drogaria Onofre ficou na 18º posição com faturamento de 315 milhões, correspondendo 45% de suas vendas. A Panvel Farmácias (Dimed) ficou na 19º posição faturando na casa dos 259 milhões, equivalente a 12,4% de sua receita no ano.

Esses bons números podem ser explicados pelas peculiaridades que influenciam esse novo nicho de mercado. Os produtos da farmácia, dentre medicamentos, perfumaria, cosméticos, entre outros, geralmente são bem pequenos e leves, e na maior parte das vezes possuem alto valor agregado (o que significa é que possível fazer dinheiro com pouco espaço de estoque). Além de serem extremamente leves e baratear drasticamente o valor do frete, o que faz toda a diferença para vendas pela internet.

Reuna informações de consumo antes de começar seu e-commerce

Até aqui é muito sedutor para a farmácia partir logo para a internet e começar a engordar o faturamento. Contudo, uma dica valiosa antes de colocar em prática o e-commerce é estudar a fundo o perfil do consumidor que compra na sua farmácia.

Vale lembrar que o público da internet pode não ser o mesmo público que sua farmácia atende. Em sua maioria, idosos, crianças e pessoas com problemas crônicos de saúde, que costumam protagonizar a maioria das vendas, não estão tão familiarizados com computadores ou Smartphones.

É muito importante entender o hábito de consumo online das pessoas e levantar dados como:

  • Por onde elas navegam (redes sociais, sites de notícias, fofocas);
  • Quais assuntos pesquisam. Estão preocupadas com a estética do corpo, por exemplo. Com isso já ir planejando ações de marketing;
  • Estão dispostas a comprarem no seu site. Afinal, seu e-commerce é novo e pode ser confundido como golpe);
  • Sentem segurança na sua marca no meio digital. Estão dispostos a fornecer informações pessoais na hora da compra, como o número do cartão de crédito?

Outro ponto que deve ser dada sua devida atenção é a escolha da plataforma. Ela tem que suportar as necessidades do e-commerce, ou seja, a estrutura “por trás” do site. O que adianta oferecer um serviço de compras online que não suporta uma alta demanda de visitante e fica “fora do ar”? Isso custa dinheiro, frustra e afasta os cliques dos internautas clientes em potencial.

Atente-se também para aspectos de experiência de navegação. Quanto mais fácil for para seu cliente buscar um produto e finalizar a compra, melhor para o seu bolso. Isso tudo será considerado se a farmácia contratar uma boa empresa de tecnologia que faça as intermediações entre o e-commerce e seu consumidor. Porém é sempre bom ter em mente todos esses pontos, para que não sejam negligenciados por nenhuma das partes.

Antes de embarcar na imensidão da rede dos computadores é necessário cautela

Por se tratar de produtos que devem ter cuidados especiais nas cadeias de produção, armazenamento e distribuição, e afetam a saúde coletiva, existem uma série de regras para a venda pela internet que a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) impõe, e elas são bem rígidas.

São muitas regras específicas. Por esse motivo listamos a seguir as principais que já dão uma ideia da complexidade de exigência.

Para iniciar a comercialização dos medicamentos através da internet é necessário:

  • Ter loja física, ou seja, a farmácia tem que existir em algum endereço devidamente autorizado pelas autoridades sanitárias;
  • Disponibilizar um canal de comunicação direta com o profissional farmacêutico. Enquanto o site estiver online, para navegantes que por ventura tenham dúvidas sobre o medicamento que querem adquirir;

No site e-commerce da farmácia é obrigatório que o domínio (registro na internet) seja “.com.br”.

Dentro da página principal (home) deve constar as seguintes informações:

  • Nome fantasia e razão social da farmácia, sempre com endereço, CNPJ, telefone e horário de funcionamento visíveis;
  • Nome e número da inscrição do farmacêutico, conforme o Conselho que o Responsável Técnico está vinculado no Estado;
  • Alvará Sanitário ou Licença de funcionamento conforme a legislação vigente e expedido pela Vigilância Sanitária de cada Estado;
  • Autorização de funcionamento expedido pela ANVISA;

A farmácia não pode vender medicamentos controlados (tarjados) pela internet

Se não bastasse todas essas regras, a RDC (Resolução Diretoria Colegiada) nº 44/09, no parágrafo que rege a regulamentação da venda de produtos e serviços farmacêuticos por meio online, não permite a comercialização de antibióticos. E também qualquer medicamento controlado,  somente pode ser dispensada em loja física. Isso porque esses tipos de medicamentos apresentam alto risco à saúde dos consumidores, atuando no sistema nervoso. Além disso, precisam de prescrição médica para o seu uso.

Invista na categoria cosméticos e perfumaria nas vendas e-commerce

Porém, para contornar a pesada carga legislativa que barra muitos medicamentos (com devida razão) de serem vendidos pela internet, a farmácia que quer iniciar suas atividades no mundo digital pode investir na oferta de produtos de perfumaria e correlatos. Isso porque esses produtos não se enquadram na maioria das regras de venda online exigidas pela ANVISA. Além de permitirem uma boa margem de lucratividade para a farmácia.

O e-commerce farmacêutico está cada vez mais presente no hábito do consumidor

Mas antes que a farmácia entre nesse novo nicho de mercado é preciso ter cautela, conhecimento técnico e legislativo. Existem muitas regras específicas que exigem atenção, além de um estudo detalhado sobre o público digital.

Agora é pôr em prática! Após adquirir esses conhecimentos a farmácia estará mais preparada para assumir o seu próprio site e-commerce. Deixar sua marca na internet e aumentar a visibilidade dos produtos contribui para as chances de gerar mais vendas.

 

Lucas Sabadini

Analista de Conteúdo em INOVAFARMA
Bacharel em Engenharia da Computação pela UNIFEV/SP, realizou intercambio na Kaplan International Portland/USA. Entusiasta de tecnologia, atualmente é Analista de Conteúdo na Precisão Sistemas. Desenvolve conteúdo áudio/visual e copywriting/SEO em marketing digital.
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Comentarios 1
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    9 de agosto de 2019 às 15:11

    Essa é uma ótima oportunidade para que a farmácia cresça, podendo aumentar o faturamento através das vendas online.

    Hoje, tem muitas farmácias que utilizam o Whatsapp para vender online, facilitando a vida dos clientes e gerando um tráfego maior.

    E-Commerce é uma realizada, mas acho difícil que essa ferramenta chegue para as pequenas farmácias e drogarias de maneira rápida e significativa no faturamento.
    Talvez, com pequenas doses homeopáticas, o negócio comece a pender para esse lado =)

    Poxa, gosto tanto de conversar com balconistas e farmacêuticos hahaha não sei se eu seria um comprador fiel ao modelo online.

    Parabens pelo post!

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